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5 Vilarejos que todos deveriam conhecer em Minas Gerais

Conhecida por sua capacidade de encantar os turistas com seu clima calmo e familiar, povo hospitaleiro e acolhedor e sua cultura sempre presente em festas tradicionais e costumes arraigados na forma de viver do seu povo, Minas Gerais é queridinha dos brasileiros e carrega boa parte da história do país. Religiosidade sempre marcante, belas cachoeiras e ótima comida são características deste grande estado que abriga desde grandes e desenvolvidas cidades como também pequenos e familiares municípios, em que a porta de casa é apenas uma formalidade e a mesa está sempre cheia.

Em meio a esta diversidade de traços culturais espalhados em seus mais de 850 municípios, vilarejos charmosos são destino certo para quem procura tranquilidade e aconchego sem deixar de desfrutar de belas paisagens e ainda ser bem recebido pelo jeitinho carinhoso que só o mineiro tem.

Preparamos uma lista com alguns destes vilarejos que não podem faltar em seu roteiro de viagem e não se espante se em um desses for convidado para um café com broa de milho, um pãozinho de queijo, mineiro é assim, não dispensa um bom papo e boa companhia.

Lavras Novas

Lavras Novas, Isadora Fernandes

Foto: Isadora Fernandes

Descoberta pela família Cubas de Mendonça no início do século XVIII, Lavras Novas com um pouco mais de 1.500 habitantes fica a 17km de Outro Preto e 120 km da capital Belo Horizonte. Muito procurada devido sua história cheia de lendas e costumes típicos, esta vila também é muito conhecida por suas serras, mirantes e cachoeiras, propícios a esportes radicais como o rapel e o trekking, além de belíssimas vistas da região gerando fotos espetaculares. Para chegar às belas Serra do Trovão, Serra da Chapada e às cachoeiras 3 Pingos, Cachoeira do falcão, Cachoeira do Pocinho, Cachoeira dos Prazeres, do Castelo e dos Namorados, contamos com guias e o passeio pode ser feito a pé desfrutando ainda mais das paisagens.

Biri Biri

Biri Biri Diamantina MG

Foto: Hotel Estilo de Minas

Idealizada pelo arcebispo João Antônio Felício e fundada em 1876, a vila abrigava a fábrica de tecidos Estamparia S/A e mulheres carentes do Vale do Jequitinhonha. Em seu auge já teve mais de 1000 moradores, mas com o fechamento da fábrica chegou a ser habitada por apenas 5 pessoas alguns anos atrás. Porém esse cenário vem sendo alterado, conhecida até pouco tempo como “vila fantasma” Biri Biri vem ganhando moradores e turistas desde que seus imóveis foram colocados à venda, dentro das exigências do Iepha já que o vilarejo é tombado como Patrimônio Histórico de Minas Gerais.

Além de sua história e beleza naturais, estando a 10 km de Diamantina, Biri Biri já conta com um restaurante e tem projetos de abertura de um museu e um hotel para abrigar os turistas que crescem, curiosos por esta antiga “ vila fantasma”.

Serra do Caraça

Serra do Caraça

Foto: Rogério Saraiva

Pertencente ao município de Catas Altas, a Serra do Caraça possui este apelido por ter o formato de um rosto de perfil, grande cara, caraça, entretanto seu nome oficial é Santuário de Nossa Senhora dos homens, devido ao início da sua história com o português irmão Lourenço de Nossa Senhora que construiu uma capela, levando o mesmo título, a fim de fortalecer a religião no local. Anos mais tarde a obra foi doada à Congregação da Missão que fundou o Colégio do Caraça, tendo recebido visitas ilustres como Dom Pedro I e Dom Pedro II. Tombado pelo IPHAN em 1955, o Santuário sofreu um incêndio em 1968 e o seminário teve seu funcionamento finalizado, porém, sendo o local um dos maiores tesouros da Estrada Real pertencente à Reserva Natural do Patrimônio Particular Santuário do Caraça, é hoje um requisitado ponto turístico com sua biblioteca com mais de 30 mil acervos, museu, gruta, picos e cascatas, além de proporcionar belas caminhadas em um ambiente perfeito para quem curte estar na natureza.

Vilarejo da Chapada

Ressaltamos neste artigo o município de Lavras Novas, porém não podemos deixar de mencionar um pequeno tesouro a 6 km de distância, o vilarejo da Chapada, há apenas 18 km de Ouro Preto. Povoado no início do século XVIII para mineração, Chapada é uma remota vila cercada pela Serra do Trovão, onde suas casas, muitas ainda em sua construção original de pau-a-pique, ficam distribuídas ao largo da Igreja de Santana; um típico distrito mineiro, com sua igreja principal que vira ponto de encontro das famílias e amigos.

Atualmente, o que move a região é o turismo, sua tranquilidade atrai os visitantes da cidade histórica de Ouro Preto e Lavras Novas, que buscam neste local tão simpático o acolhimento mineiro, muito bem caracterizado por um conhecido morador, o Zé Loreto, cujo torresmo já virou receita de programa de tv; além da Cachoeira de Castelinho que fica há cerca de 20 minutos da igreja, caminho que é feito por trilha apreciando a bela natureza em volta.

Bichinho

Vitoriano Veloso, distrito de Prados e localizado a 8 km de Tiradentes, porém mais conhecido como Bichinhos, é o que podemos chamar de “cantinho da arte”. Movido pelo artesanato e cheia de ateliês e oficinas de arte, cujas peças já conquistaram o Brasil e foram vendidas para países como EUA, Inglaterra e Itália, Bichinho se reinventou através de uma produção totalmente familiar de todo tipo de arte, feitas com talento e carinho, de um povo que ama o que faz e encontra tudo o que precisa ali, junto de casa. Com todo esse carinho e dedicação, típicos de quem trabalha com as mãos, o vilarejo conquista e atrai visitantes com toda sua simplicidade.

Sabemos que Minas Gerais possui muitas cidades pequenas que valem a pena serem destacados. No entanto, neste artigo focamos apenas nos Vilarejos.

Indyanna Parentoni Apaixonada por leitura e praia.

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